terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Que não tinham nada
E que só pediam
Uma bola de futebol.
Se pudesse
Eu dava-lhes até
O sol.
Mas creio que,
Como eu,
Quase ninguém os vê.
Vi estes meninos
Porque alguém os filmou
P’ra uma reportagem na TV.
***
Deu-me uma certa vontade de chorar.
Mas as minhas lágrimas
Não os vão saciar.
Por isso,
Eu vou antes sorrir
E pedir ao Menino Jesus
Que a sua prenda
Seja pegar no meu sorriso
E levá-lo aos meninos
Que a reportagem dizia
Que viviam muito, muito mal
[E que nem sequer sabiam
Que amanhã
Era dia de Natal].
Lx. 24-XII-2006
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
CREIO QUE DEVO !!!
Não. Não me refiro à minha vida. Com essa vou podendo eu. Por vezes mais calma. Outras vezes mais num alarido. Mas vou fazendo de mim o que os condicionais permitem que o meu eu se torne, de acordo com os projectos que cada dia, eu vou arquitectando.
Se eu pudesse fazia da vida, no seu todo, uma roda-viva. Um baile animado, em que cada um tivesse o poder de ouvir a música que desejasse, naquele preciso momento, dançar. Em que cada um fosse o par daquele com quem desejasse, naquele preciso momento, e quiçá sempre, dançar. E, claro está, concretizar aquela que, a cada momento, se iria tornando a dança da sua vida.
Se eu pudesse fazia com que a alma dos poetas se elevasse e passasse a ser parte integrante do vento. O passar da brisa seria um recital e não sei, nem me preocupa saber, quantos poemas ganharia um dia de vento intenso
Pediria aos mais velhinhos que ensinassem os mais novos a viver. E pediria aos mais novos que ensinassem os velhinhos a ter esperança e a sonhar.
Se eu pudesse fazia da vida um romance de partilha e amor.(…)
Lisboa, 17 de Março de 2008
Nem sei se deva ...
Francamente, nem me estava a ver a escrever isto.
Mas, e desculpem-ne estar a partilhar isto convosco, cada vez me é mais dificil aceitar a infelicidade de alguem. E de uma coisa tenho a certeza é que não tem nada a ver com o Natal ou o que quer que seja. É mesmo pessoal, e já vem de longe.
Cada vez mais se torna dificil entender porquê, encontrar uma justificação que me pudesse aliviar esta sensação, a de ser um dos muitos responsáveis por tudo, apenas pelo facto de nada fazer para contrariar. Ás vezes dou comigo a pensar que talvez a idade me esteja esteja a transformar num grande lamechas, mas estou certo que não é isso. Estou sim mais sensivél e o facto de ter atingido uma boa parte dos meus objectivos, faz-me questionar porque não está toda a gente nesta situação? Porque não é toda a gente feliz como eu? Um dia destes alguem me disse algo que me deixou bastante confundido sobre a forma como entendo a felicidade ou infelicidade de cada um. É tão simplemente," não há mal tão mau que não seja bom para alguém". Será que é mesmo assim? será que não sentimos a infelicidade ou a felicidade da mesma forma? será? bolas, mas que grande chatice. As experiencias do meu ultimo ano tem no minimo sido de uma riqueza imensa. Consigo ser cada vez mais rico com muito menos. Dou, dou e dou e sobra-me sempre. Estou certo que estou a receber muito mais em troca do que estou a entregar,só assim se justifica esta abundancia que me enche a alma. Chego a pensar se o resultado desta troca, é injusto e fruto do meu egoismo feroz o que me faz ser mais um a quem nada chega, contribuindo seguramente para a menor felicidade de alguem.
Bem tenham tolerancia comigo, da minha necessidade de dizer que algo não está bem, mas á demasiada gente infeliz num mundo tão pequeno, que corre tão rápido para cada um de nós.
Aos meus queridos amigos que me escutam
domingo, 6 de dezembro de 2009
Do Passado só me...
Passado que foi o passado
Eis que senão, um novo presente.
Um novo presente onde a história
Nas páginas de um livro repassado
É apenas parte de um tempo ausente
Que sobrevive em cada memória.
Passado que foi o presente
Eis que senão, um novo passado
Um novo passado em que a memória
É apenas parte de uma Historia
De alguem que já cansado
Clama porque se sente ausente
Passado, presente, nada mais importa
Quanta angustia chorada e escondida
Alguem te estende a mão
Que lhe abras a porta
Não hesites encontra a vida
Passado ou presente não fiques ausente
Já nem sequer importa
Seja ou não apenas ficção.
Ó quantas memórias!!!
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
«Foi você que pediu um Porto Ferreira?»
A quem me a dá.
Estendo a mão
Ou estendo o ombro.
Estendo a mão
E, oh Jesus,
Quantas vezes
A quem estendo
Não é demónio
Ou assombro.
Dizem amar por amar.
Eu não amo
Por desporto.
Que a Vida não queira
Nunca
Obrigar-me
A apreciar
Beijos à moda do norte,
Assim como quem engole
Tripas à moda do Porto.
Ao Zé Lobo e resto da malta manhosa.
Olival (algures entre Lisboa e Porto), 22-XI-2009
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Passado que está cerca de um mês do nosso encontro, o 20º, entendemos ser agora o momento ideal para falarmos um pouco sobre a nossa experiência.
Os objectivos são muito simples: partilhar convosco o que sentimos e perceber onde podemos melhorar de modo a reforçar o grande objectivo de que já no próximo encontro, o 21º, sejamos mais a participar e que no final todos possamos sentir que valeu a pena mais este encontro dos nossos encontros.
Recebemos inúmeros comentários o que desde já agradecemos. Dos que adoraram, dos neutrais e daqueles que de todo não gostaram. Uma certeza podem ter: valorizamos todos da mesma forma e vamos tê-los em conta na preparação do próximo encontro.
Quando iniciámos a organização, definimos claramente o que pretendíamos e o aspecto primordial foi o de criar um ambiente e contexto em que cada um de nós pudesse desfrutar em pleno da amizade de todos os Cubalenses , não esquecendo aqueles que, mesmo sem terem bebido água do rio Cubal ou cheirado a terra sacudida pela chuva, se têm vindo a juntar a nós e que são, seguramente, a garantia da continuidade. Os nossos herdeiros, familiares e amigos ou seja, todos aqueles que connosco querem partilhar esta nossa festa.
Fizemos tudo a pensar em todos nós, Cubalenses, investindo o que de melhor temos e sabemos, acreditando sempre que a tolerância é e sempre será, apanágio das gentes do Cubal. Só assim conseguimos manter esta unidade depois de tantas provações a que fomos sujeitos, quando forçados a abandonar a terra que nos deu dos melhores momentos da nossa vida.
Em nenhum momento interiorizámos a ideia de ser “o nosso encontro”. Pedimos ajuda, ouvimos sugestões, introduzimos alterações, seguimos conselhos e usámos a experiência de outros etc., etc., abrimos a porta a que todos pudessem contribuir e todos vós o fizeram mesmo que apenas marcando a vossa presença em Mira. Aliás, um dos mais importantes objectivos por nós delineados. O nosso Obrigado e os mais sinceros parabéns a todos pelo sucesso do nosso encontro.
Foi bom, divertimo-nos imenso, tivemos oportunidade de estreitar amizades, de perceber o quanto somos iguais e diferentes e de sentir o peso da responsabilidade. Conhecemos pessoas, que mesmo não tendo qualquer afinidade com a terra, quiseram brindar-nos com a sua disponibilidade e amizade proporcionando-nos bons momentos. Também a eles o nosso agradecimento.
É por tudo isto que temos força para enfrentar de novo um ano mais, mas tal como já referimos, continuaremos de mente aberta a tudo e todos os que possam contribuir para o objectivo maior: a unidade e o bem-estar de todos os Cubalenses.
No entanto, não há bela sem senão e reconhecemos terem existido alguns aspectos menos conseguidos. Serão seguramente reformulados e alterados. Temos a expectativa de que o 21º será certamente ainda melhor do que o 20º. Sentimos que com mais meia dúzia de eventos, até poderíamos dizer que éramos uns ”experts” em organização de encontros e não uns meros amadores voluntariosos com intenção de inovar e fazer mais.
Mas como sabem há que passar a pasta, outros haverá com excelentes projectos e muita vontade de os colocar ao dispor de todos nós, tornando a nossa festa em algo inesquecível e á qual ninguém quererá faltar. Nós, haja o que houver, não deixaremos de lá estar.
O próximo encontro já está aí… o tempo corre na medida da nossa vontade do reencontro.
Contamos convosco.
Um enorme abraço Cubalense
Mimi Peixoto, Faria de Sousa e José Lobo Pires
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Ai ai aihhhhh!
que saudades eu tenho,
dos meus amigos,
da minha infancia...!
Ai ai aihhhhh!
que saudades eu tenho,
daqueles momentos,
naquele tempo...!
Que saudades eu tenho,
Daquela amizade simples
Que cresce em cada dia
Amadurece e dá fruto.
Que saudades eu tenho,
Daquela amizade simples
Que se sente, marca e perdura
Mas, jamais se esgota
Que saudades eu tenho
Daquela amizade simples
Que é pura, mordaz e justa
Mas, sempre presente
Que saudades eu tenho,
Dos meus amigos, da minha infancia...!
Sim dos meus amigos,
Os amigos da minha infancia.
sábado, 14 de novembro de 2009
sábado, 31 de outubro de 2009
Insensato não ver
Ao menos uma vez
O que vês.
Insensato não sentir
Ao menos uma vez
O que sentes.
Insensato odiar
Ao menos uma vez
A quem odeias.
Insensato não perdoar
Ao menos uma vez
A quem gostas.
Insensato não amar
Ao menos uma vez
A quem amas
Ao menos uma vez
Vê o que vês
Sente o que sentes
Sê quem és.
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
20 ANOS
Não, não foi um Encontro banal. Foi um Encontro maior, com 20 anos de idade.
Só isso seria suficiente para nos congratularmos. Como sempre a Direcção do mesmo, esmerou-se e ultrapassou-se para que todos tivessemos um fim de semana feliz.
O objectivo nunca conseguido por ninguém, era de que toda a gente gostasse de tudo e se sentisse bem.
Infelizmente a tarefa de agradar a todos é impossível. No entanto no computo geral, foi fantástico ( opinião pessoal, óbviamente). Houve prendas a rodos e só quem está por dentro sabe o trabalho e o dinheiro envolvido. Houve fados inesquecíveis, na voz e nas guitarras da nova geração coimbrã.
A cereja em cima do bolo, chama-se Fernando Dacosta. Homem simples na aparência, que nos fez uma conferência memorável sobre o nosso passado comum e que traçou pistas para o futuro. Tive oportunidade em amena cavaqueira, de lhe dizer que não concordava totalmente com tudo o que disse, mas não posso deixar de dizer que foi absolutamente magistral. No fim, ainda tive que ouvir o meu grande amigo Sampaio dizer-me: toma e embrulha. Pois que assim seja.
Finalmente, apenas quero agradecer penhoradamente, pela parte que me toca, à Organização. Foram inexcedíveis.
Grande abraço
Henrique
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Depois de ...
E agora...?
Agora, nova vida
Outras experiencias
Envoltas em longas ausencias
Laços de amizade reforçados
Velhos "meninos" abraçados
A infancia mais próxima
Mais presente
Como alguem que sente
Valeu a pena
A noite não foi pequena
Óh quanta gente amiga
Nunca senti a fadiga
Embalado pela emoção
Que aperta o coração
De todos os que estão
Mesmo os ausentes
Que continuarão presentes
Em mim, para sempre.
A todos voçes
Os meus amigos.
domingo, 18 de outubro de 2009
Arqueei montanhas.
Os teus passos,
Mesmo quando o caminho
Não fazia qualquer sentido,
Foram rio
Que atravessei,
Sede que não matei,
Porque vi
Apenas os teus passos.
Foste o meu caminho,
Meu rumo,
Meu sentido.
Mas só te segui.
Nunca te olhei.
***
É por isso
Que o meu sonho
É ainda
Qualquer coisa
Que não sei.
Mas sigo,
Porque sonhei…
Ou mirei…
Lx. 03-10-2009
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Batucada na noite
quando o sol desce
vem com o fio da noite
e só adormece
quando amanhece
O alcool
e o weekend
inflamam corpos
cheios de adornos
Nas noites
há insónias
e sónias de muitos nomes
não é só o mote
aqui há funk
há merengada
e antilhesas na madrugada
lufadas de amor
moldam corpos
suarentos de ardor
há um saracoteio
permanente
na passerelle da noite
coxas remechendo
num sincopado
que dá sincopa
o odor
mastiga o ar
sem pudor mistura-se
confunde-se
catinga
chanel
paco rabane
água cheiro
suor
e dior
ça va comme ça
tudo muito very special
o old scotch
dá o toque final
é fatal
afinal porque não...
a batucada cresce
abre o espaço
a cidade dorme
Autor: Zé Manel
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Águas revoltas
Quanto baste
Num mar azul, calmo e celeste
Imenso e vagaroso
Em contraste
O vento que sopra
Fugindo
Daquela peste
Qual dia do fim
Corre por mim
Que as águas essas
Continuam revoltas
Mesmo que penses
Que um dia vais e não voltas
Não, tudo é perfeito
Nem mesmo tu
Com ou sem jeito
Poderás ir sem voltar
Nem que seja por mim
Apenas por mim
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Deixa que os outros cantem o teu corpo
que dizem feiticeiro e sedutor,
e, na volupia vã do pitoresco,
entoem madrigais á tua dor.
Deixa que os outros cantem teus requebros
nos passos de massemba e quilapanga,
e teus olhos onde há noites de luar,
e teus beiços que teem sabor de manga.
Deixa que os outros cantem os teus usos
como aspectos formais da tua graça,
nessa conquista facil do exotismo
que dizem descobrir na nossa raça.
Deixa que os outros cantem o teu corpo,
na captaçãoo atonita do viço
e fiquem sempre, toda a vida,
a olhar um muro de mistério e de feitiço...
Deixa que os outros cantem o teu corpo
- que eu canto do mais fundo do teu ser,
ó minha amada, eu canto a propria África,
que se fez carne e alma em ti, mulher!
Tomaz Vieira da Cruz ( Angola)
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Posso ser a cortesia.
Posso ser aquela vénia
Que faço
Quando aqui passo
Ao passar de cada dia.
Posso ser só o sorriso.
O olhar,
O trocar de olhares.
Aquele arrepio que sinto
No momento que me dizes
O que dizes ao passar.
Posso ser só as lembranças
E a vida
Que for mais bela.
Posso ser só os olhares.
A palma da minha mão;
O beijo que aqui me deste
Que fugiu p' ró coração.
27-VIII-2009
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
terça-feira, 25 de agosto de 2009
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Tempo
Tempo de te olhar
De te sentir ao passar
Suave e efémero
Como só tu
Só mesmo tu
Óh tempo.
Amargo e doce
Claro e escuro
Qual sensação
Talvez a perdição
De alguem que corre
Que te persegue
Como um louco
E nunca te vê
Apenas por pouco
Te sente o fim
Que chega, esse sim
Em cada momento
Como se fosses o tempo
que passa por ti e por mim.
sábado, 15 de agosto de 2009
Solidão:
Sou eu,
Minha guarida.
É o mais sincero mensageiro
Exemplar professor
Que dita a vida.
Diz o que eu quero
E o que eu não quero ouvir.
E se eu não oiço
Teima em repetir,
Acentuando a mágoa
Do silêncio.
É o espelho que reflecte
Quem eu sou.
E as respostas que espera
E que lhe dou,
Sou por vezes
Eu que gemo,
Outras que riu.
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Solidão Minha....
Solidão que és,
E que se sente
Solidão que existe,
Vive e amargura
Solidão que alimenta
E comunga dos teus dias.
Solidão dos sentimentos
vazios em nostalgias.
Curas de milagres
Na busca de alguem
Que em cada dia
Só tu sabes
Apenas a tua Solidão
Não sabes
Não queres
Não podes
Ser apenas parte na minha Solidão
segunda-feira, 27 de julho de 2009
domingo, 26 de julho de 2009
ANDORINHAS
Embriago-me
No som das andorinhas tecendo voos
Velozes, alucinados
Sob o sol, no azul do céu
Rumo a sul
Aos beirais da minha casa.
Embalo-me nestes Setembros
De asas negras
Raios de luz riscando a noite
E o grande mar oceano
Na pressa de chegar.
Coimbra, Julho de 2009
GED
sábado, 25 de julho de 2009
Quando toca aquela música diferente.
E os meus pés…
Que eu vou,
Mas já não vou.
Os meus braços…
Pincelada
E pincelada.
O meu corpo…
Desenho,
Outro desenho.
Eu sinto em mim
A moça qu ‘inda sou.
E até esqueço a idade que já tenho.
23-07-2009
sábado, 18 de julho de 2009
"A noite na minha terra"
Eu não tenho
Nem batuque,
Nem fogueira.
Minha terra são casas
Em fileira
E olhares sérios
Que me ferem
Se eu sorrir.
Eu não tenho
Nem cantigas,
Nem abraços.
Vou dançando à medida
Dos meus passos.
E há olhares que matam
Se me virem
Ser feliz.
Na minha terra
A fome
É mais de amor.
Pedem-se abraços
Sejam eles de quem for.
E cada um
Entregue à sua bruma
Em segredo,
Só,
Na noite escura,
Faz danças loucas
À deusa da ternura.
***
Toca o batuque
E troca o pé.
Toca o batuque
E troca o pé.
quarta-feira, 15 de julho de 2009
De pensamentos.
Escuta o que os meus olhos dizem
Quando grita
O meu olhar.
E é só a ti
Que te dizem.
Eu permaneço a teu lado
Na esperança de entender
Este louco emaranhado.
Transbordo
E quase rebento.
Sou história feita de imagens
Onde às vezes não há cor.
Trago miséria nos olhos.
Miséria por onde passo.
Miséria em que já toquei.
E transbordo de pensar
Que é tanta ainda a miséria
Que há
Pelos cantos do mundo
Por onde 'inda não passei.
Transbordo
E grito.
Isolada.
Grito escrevendo
E orando:
Conceda Deus
Que amanhã
Seja serena alvorada.
Lx. 24-04-07
domingo, 28 de junho de 2009
Que
Se sou repelente
E assusto
Quem passa por mim,
Também sou
Capaz de atraír
Quem me vê
E me admira...
Simplesmente
Porque eu sou assim...
É porque não sou
De espécie nenhuma.
Sou
Como que peça original
Que não tem,
Exactamente,
Nem bem,
Nem mal.
E que deixa
Qualquer um a questionar
De que tipo de tela,
Ou livro,
Ou estátua
Eu deveria fazer parte
Enquanto
Totalidade
[Ou pormenor]
De uma peça de arte.
Sou
Como que
Cigana
Semi-inserida.
Não sou
Nem desejada,
Nem excluída.
E tenho um lugar
Destinado a mim,
Que todos questionam
Qual será,
Se estará bem delineado,
Ou se será apenas
Um lugar assim assim.
Teresa Belo
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Felizmente, existem grandes homens, poetas ou outros, que através de palavras, muita simplicidade, e uma enorme clareza de sentidos, nos avivam a memória e ajudam a manter as imagens que construimos ao longo do nosso tempo por lá.
Jose Lobo Pires
"Quando surges na noite..."
Quando surges na noite, quando avanças
porque o som do batuque por ti chama,
teu corpo negro é chama que me inflama,
quando surges na noite, quando danças...
Quando danças, cantando as esperanças
e os desesperos todos de quem ama,
teu corpo negro é fogo que derrama
febre nas almas que repousam mansas.
Tu vens dançando (tudo em mim se agita)
e vens cantando (tudo em mim já grita),
quando surges em noite de queimada...
Depois, somos os dois, no mesmo abraço,
num batuque só nosso, num compasso
mais febril do que toda a batucada!
"As raízes do nosso amor"
Amo-te porque tudo em ti me fala de África,
duma forma completa e envolvente.
Negra, tão negramente bela e moça,
todo o teu ser me exprime a terra nossa,
em nós presente.
Nos teus olhos eu vejo, como em caleidoscópio,
madrugadas e noites e poentes tropicais,
- visão que me inebria como um ópio,
em magia de místicos duendes,
e me torna encantado. (Perguntaram-me: onde vais?
E não sei onde vou, só sei que tu me prendes...)
A tua voz é, tão perturbadoramente,
a música dolente dos quissanges tangidos
em noite escura e calma,
que vibra nos meus sentidos
e ressoa no fundo da minh'alma.
Quando me beijas sinto que provo ao mesmo tempo
o gosto do caju, da manga e da goiaba,
- sabor que vai da boca até às vísceras
e nunca mais acaba...
O teu corpo, formoso sem disfarce,
com teu andar dengoso, parece que se agita
tal como se estivesse a requebrar-se
nos ritmos da massemba e da rebita.
E sinto que teu corpo, em lírico alvoroço,
me desperta e me convida
para um batuque só nosso,
batuque da nossa vida.
Assim, onde te encontres (seja onde estiveres,
por toda a parte onde o teu vulto fôr),
eu te descubro e elejo entre as mulheres,
ó minha negra belamente preta,
ó minha irmã na cor,
e, de braços abertos para o total amplexo,
sem sombra de complexo,
eu grito do mais fundo da minh'alma de poeta:
- Meu amor! Meu amor!
Geraldo Bessa Victor (Angola)
Em ninho
Abandonado,
Eu não me sinto
Nem melro,
Nem pardal;
Quando olho o Céu
E finjo que tenho
Asas
E sinto que não vôo
Nem bem
E nem mal.
Quando eu sinto
Que sou
De quem eu fujo
E porque te sinto aproximar
A ti,
Enrosco-me em desejos de vergonha
E finjo ser
Pequeno colibri.
Sta. Clara, 04-01-2008
Teresa Belo
segunda-feira, 22 de junho de 2009
África no corpo e na alma...
Os teus defeitos são graças
desse mistério profundo...
Saudade de duas raças
que se abraçaram no mundo!
Tomaz Vieira da Cruz (Angola)
"Poema para a Negra"
Deixa que os outros cantem o teu corpo
que dizem feiticeiro e sedutor,
e, na volupia vã do pitoresco,
entoem madrigais á tua dor.
Deixa que os outros cantem teus requebros
nos passos de massemba e quilapanga,
e teus olhos onde há noites de luar,
e teus beiços que teem sabor de manga.
Deixa que os outros cantem os teus usos
como aspectos formais da tua graça,
nessa conquista facil do exotismo
que dizem descobrir na nossa raça.
Deixa que os outros cantem o teu corpo,
na captaçãoo atonita do viço
e fiquem sempre, toda a vida,
a olhar um muro de mistério e de feitiço...
Deixa que os outros cantem o teu corpo
- que eu canto do mais fundo do teu ser,
ó minha amada, eu canto a propria África,
que se fez carne e alma em ti, mulher!
Geraldo Bessa Victor (Angola)
domingo, 21 de junho de 2009
As palavras dizem tudo. Foi, é, e será a nossa terra.
A nossa terra para sempre.
Sempre, mas sempre, por mais que custe será a nossa terra.
Palavras?
porquê e para quê?
Um abraço do tamanho do mundo e mil palavras para ti
Jose Lobo Pires
.........................
GUERRA
Dois meninos sentados
um terceiro de pé
todos irmanados
na orfandade de um pé.
EXÍLIO
Tange, tange kissange
ele absorto
ela magoada.
E o sonho morto.
Toda a memória não é nada
para tantos desenganos,
na larga factura dos anos!
E a mente tão cheia
de tanta terra alheia!
Tange, tange kissange
recordar não cansa
chorar não consola
nem os descansa
de pensar em Angola.
Manuel Guerra dos Santos Lima
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Rasgo de Inefável
Queria ter chegado nos momentos para te escutar
Era tarde, talvez...
Algo voou de mim ao encontro
veloz instante que o corpo não pode alcançar
liberta-se e vai contigo
Fica um espaço estranho de ausência
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Molhar a pena
Num pote de mel
E escreverDocemente
A precisa caracterização
Do sabor do fel.
Dizer-te
O amargo
Que já provei.
Aquela angustiante
Sensação,
Que me leva
A ver
A doçura
Da contraposição,
QueP'ra quem desconhece
O que é a dor,
Ou sabe mal,
Ou não tem sabor.
Lx.02-06-2009
Teresa Belo
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Concerteza já se deram conta de que sou um apaixonado por poemas musicados. Uma vez mais quem não ouviu já este poema na voz do grande Ruy Mingas. Mas tudo isto tem uma explicação. Ainda candengue , tentei "aprender "alguns acordes, e na minha santa inocencia, alheio ás politiquices dos mais velhos, cantava aquelas a que hoje chamamos de canções de intervenção, políticas sei lá ..! Mingas , Zeca Afonso, Adriano etc.., todas elas de facto carregadas de uma mensagem que muito francamente na altura não entendia bem.
Poemas que carregam historias intemporais , onde podemos ler imagens , sentir cheiros e, estar lá mesmo estando aqui. O facto de se premitirem musicar, de forma tão expontanea e simples, é algo que me impele a uma partilha cumplice de sentimentos e sentidos que não consigo amiúde usar e gozar e que tanto prazer me dão.
Quero continuar a senti-los, ouvi-los e vê-los pois acicatam-me as recordações, e brindam-me com novas lembranças de quando era um menino inocente.
Noites de luar no morro da Maianga
Noites de luar no Morro da Maianga
Anda no ar uma canção de roda:
"Banana podre não tem fortuna
Fru-tá-tá, fru-tá-tá..."
Moças namorando nos quintais de madeira
Velhas falando conversa antigas
Sentadas na esteira
Homens embebedando-se nas tabernas
E os emigrados das ilhas...
- Os emigrados das ilhas
Com o saldo mar nos cabelos
Os emigrados das ilhas
Que falam de bruxedos e sereias
E tocam violão
E puxam faca nas brigas...
Ó ingenuidade das canções infantis
Ó namoros de moças sem cuidado
Ó histórias de velhas
Ó mistérios dos homens
Vida!:
Proletários esquecendo-se nas tascas
Emigrantes que puxam faca nas brigas
E os sons do violão
E os cânticos da Missão
Os homens
Os homens
As tragédias dos homens!
Mário António
sábado, 23 de maio de 2009
Não desisto de procurar a bondade dos homens. Sei que ela existe. Que está presente, inspirada na bondade de Deus.
Muitas vezes lembra-me aquele doce travado do gostinho da amora silvestre. É daqueles frutos que francamente gosto, mesmo sabendo o quanto custa obtê-lo.
Às vezes, quando olho a minha mão arranhada enquanto como, deliciada, sentada num tronco meio caído, as amoras silvestres que apanhei durante a tarde, mais que as cores garridas do poente, eu gozo o gostinho doce que obtive, em troca de um pouco do garrido do meu sangue.
Não desisto de procurar aquela bondade que Deus vai deixando espalhada pelo mundo dos humanos.
Se vivo temendo a maldade de alguns, nunca gozarei da bondade de tantos.
Sei que continuo aberta à dor, mas só assim vou descobrindo diariamente o amor.
Obrigada, Senhor, porque me deste um coração aberto e o fizeste bater no fundo para se abrir mais e gritar: gritar amor.
Hoje, com muito amor, olho para a minha mão arranhada, e ofereço aos meus amigos um frasco de compota de amora silvestre.
Teresa Belo
12 Maio 2008
sexta-feira, 22 de maio de 2009
O MEU PAÍS
Tenho uma caixa de lápis de cor
Com que pinto os sonhos.
Neste
Pego no lápis castanho escuro
E pinto duas muanhas altivas
Que passavam perto de mim.
Dou-lhes mais um pequeno toque
Para que se veja o andar
Que só as gentes do sul têm
E que nós tão bem conhecemos
E para podermos ouvir
Os chocalhos amarrados na canela.
Peguei nos verdes, ah os verdes
E tive que usar todos os tons
Para pintar as matas densas
Passei levemente por cima
O lápis cinzento
Como esquecer-me dos cacimbos
Que tantas vezes me arrepiaram a pele?
Lá ao longe dois morros de basalto
Cortam o horizonte da savana
Pinto-os com o lápis preto.
Com o lápis amarelo dourado
Pinto a imensa anhara
Onde tantas vezes me perdi
E me encontrei.
No meu sonho tinha chovido
Uma chuva bravia, poderosa
Desenhando alinhavos no pano da tarde
E cheirava intensamente
Aquele cheiro da terra depois da chuva
Não o pintei, não consegui
Afinal
De que cor se pinta o cio da terra?
Com o lápis vermelho
Pintei o sol enorme de fim de tarde
E vi no mar
Aquele imenso rasto de sangue
Por fim, com o lápis azul
Sempre o lápis azul
Coloquei no canto direito
A minha assinatura
Esperando, ansiando
Que gostem deste sonho.
Não o vendo, apenas o ofereço
Afinal,
Que preço pode ter o meu país?
É suposto que neste blog de um grande amigo, haja angolanos. Para os que não são, deixo-vos um retrato do meu país.
Um abraço
Henrique
Novidades de África :-)



domingo, 17 de maio de 2009
Parece tremer
À minha volta.
Mas porque me agarro
À fé,
Sinto
Solidificar-se
Este chão que piso
E mantenho-me em pé.»
Teresa Belo
Querida Teresa. Obrigado por nos presenteares com as tuas palavras, repartires a tua força, e ensinamentos para simplesmente vivermos a vida. Num ou noutro momento, todos nós necessitamos de saber, onde nos podemos agarrar. Só isso nos traz-nos a tranquilidade. A tranquilidade, que nos permite dar valor aos pequenos momentos, e encontrar forças para ultrapassar as os momentos menos bons. Continua a ser o que és, a tua sensibilidade e alegria contagiam, catalizando-nos para mais uma viagem, que como bem dizes, pode tocar todos os portos do mundo e embarcar mais e mais amigos, até um qualquer destino do imaginário de cada um de nós.
Um beijinho muito grande para ti.
sexta-feira, 15 de maio de 2009
De facto eram locais quase sagrados, onde brotavam os ensinamentos dos mais velhos, e onde sentiamos a segurança dum bunker quase impenetrável. Viva a mulembeira, o imbondeiro e a mangueira, quanta imponência, espero que todos as respeitem como nós. Ainda um dia as quero voltar a abraçar.
A mulemba secou
A mulemba secou.
No barro da rua,
Pisadas, por toda a gente,
Ficaram as folhas
Secas, amareladas
A estalar sob os pés de quem passava.
Depois o vento as levou...
Como as folhas da mulemba
Foram-se os sonhos gaiatos
Dos miúdos do meu bairro.
De dia,
Espalhavam visgo nos ramos
E apanhavam catituis,
Viúvas, siripipis
Que o Chiquito da Mulemba
Ia vender no Palácio
Numa gaiola de bimba.
De noite,
Faziam roda, sentados,
A ouvir, de olhos esbugalhados
A velha Jaja a contar
Histórias de arrepiar
Do feitiçeiro Catimba.
Mas a mulemba secou
E com ela,
Secou tambem a alegria
Da miúdagem do bairro;
O Macuto da Ximinha
Que cantava todo o diaJá não canta.
O Zé Camilo, coitado,
Passa o dia deitado
A pensar em muitas coisas.
E o velhote Camalundo,
Quando passa por ali,
Já ninguém o arrelia,
Já mais ninguém lhe assobia,
Já faz a vida em sossego.
Como o meu bairro mudou,
Como o meu bairro está triste
Porque a mulemba secou...
Só o velho Camalundo
Sorri ao passar por lá!...
De: Aires Almeida Santos
domingo, 10 de maio de 2009
A minha Cachupa.

segunda-feira, 4 de maio de 2009
Viriato da Cruz (1928-1973)
Namoro
Mandei-lhe uma carta em papel perfumado
e com letra bonita eu disse ela tinha
um sorrir luminoso tão quente e gaiato
como o sol de Novembro brincando de artista nas
[acácias floridas
espalhando diamante na fímbria do mar
e dando calor ao sumo das mangas
Sua pele macia – era sumaúma...
Sua pele macia, da cor do jambo, cheirando a rosas
sua pele macia guardava as doçuras do corpo rijo
tão rijo e tão doce – como o maboque...
Seus seios, laranjas – laranjas de Loge
seus dentes... – marfim...
Mandei-lhe essa carta
e ela disse que não.
Mandei-lhe um cartão
que o amigo Maninho tipografou:
“Por ti sofre o meu coração”
Num canto – SIM, noutro canto – NÃO
E ela o canto do NÃO dobrou.
Mandei-lhe um recado pela Zefa do Sete
pedindo rogando de joelhos no chão
pela senhora do Cabo, pela Santa Ifigénia,
me desse a ventura do seu namoro...
E ela disse que não.
Levei à avó Chica, quimbanda de fama
a areia da marca que o seu pé deixou
para que fizesse um feitiço forte e seguro
que nela nascesse um amor como o meu...
E o feitiço falhou.
Esperei-a de tarde, à porta da fábrica,
ofertei-lhe um colar e um anel e um broche,
paguei-lhe doces na calçada da Missão,
ficámos num banco do largo da Estátua,
Afaguei-lhe as mãos...
Falei-lhe de amor... e ela disse que não.
Andei barbado, sujo e descalço
como um mona-ngamba.
Procuraram por mim
”– Não viu... (ai, não viu...?) não viu Benjamim?”
E perdido me deram no morro da Samba.
Para me distrair
levaram-me ao baile de sô Januário
mas ela lá estava num canto a rir
contando o meu caso às moças mais lindas do Bairro Operário
Tocaram uma rumba – dancei com ela
e num passo maluco voámos na sala
qual uma estrela riscando o céu!
E a malta gritou: “Aí, Benjamim!”
Olhei-a nos olhos – sorriu para mim
pedi-lhe um beijo – e ela disse que sim.
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Na vida vamos conhecendo pessoas, que nos trazem verdadeiras lições de dignidade, e com as quais aprendemos, formas simples de dar valor á vida. De repente e sem mais nada, tudo se acaba. Partem, deixando-nos para trás, com um sentimento de missão não cumprida, deveriamos ter dado mais .. muito mais, é tarde.... mas!
A minha homenagem a Tomáz Jorge Vieira da Cruz , simbolizada neste seu poema e que partilho convosco, os meus amigos.
Tudo se gasta
Nós vestimos de sonho
Embelezamos com flores
Tanta sucata!
Mas a ilusão
Também se gasta
Sensação de ouro e prata
De repente
Lata
(idem, ib.)
sexta-feira, 24 de abril de 2009
O QUE UMA MÃE FAZ PELOS FILHOS
A professora propôs que nós mães fossemos á escola ler uma história, ou representar uma história, enfim qualquer coisa que tivesse a ver com livros.
Como somos um grupo bastante animado e extremamente organizado, colocámos mãos á obra, e o que foi que a minha mente brilhante se lembrou?! Em vez de irmos representar, ou ler uma história já conhecida por eles, vamos ser nós mães a escrever a história.
Óbviamente que essa árdua tarefa ficou ao meu cuidado e numa noite de insónia dei azo á minha imaginação e eis que surge: “ Uma História dos tempos modernos”.
Modéstia á parte acho que ficou muito gira. Pelo menos já deu para nos divertirmos á grande nos ensaios. Sim, porque tivemos 4 ensaios antes da peça. O cenário ficou a cargo da mãe LG, os figurinos da mãe LF e EM, encenação e distribuição de papeis da mãe L, aquisição das gomas para os meninos no final da peça ficou a cargo da mãe SA, os adereços ficaram a cargo da mãe CF.
Hoje foi a grande estreia. Foi o dia de representar na biblioteca da escola para as 2 turmas de 4ºano. Para os nossos filhos foi uma grande surpresa, pois eles não imaginavam o que andávamos a “cozinhar”.
Correu lindamente. Eles adoraram a surpresa. Tivemos os “ nossos” camaramen a assistir e a filmar este aconteceimento único, pelo menos na Escola EB1 / JI da Cova da Piedade... eheheheheh!
Aproveito para dizer que este grupo é verdadeiramente fantástico, formamos uma equipa e pêras!
Um beijinho muito grande para todas vocês e até á próxima aventura.
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Que boa Notícia!
Sinto-me bastante lisonjeada pelo convite em participar no seu blogue.
Confesso que quando abri o email e vi o convite fiz um sorriso de orelha a orelha :-)
Ainda bem que aceitou a minha sugestão Tenho a certeza que tem inúmeras aventuras para contar e partilhar com as pessoas que visitam o seu "cantinho".
Eu já faço parte desse grupo!
Fica um beijinho grande e a promessa de visitar a " sua" página regularmente.
terça-feira, 21 de abril de 2009
AMIGOS
Sinto-me um bocado responsável por meter o José Lobo nestas andanças. Não se vai arrepender. Vai aprender a separar o trigo do joio, pois a Net tem destas coisas. Surge muita gente, mas no meio encontram-se algumas pessoas fantásticas, que têm coisas incríveis para oferecer.
Claro, que já está nos meus favoritos.
Passarei aqui regularmente e prometo colaborar com o que de melhor for criando.
No entretanto, fica aqui o meu testemunho da enorme alegria que me deu esta notícia.
Abraços
GED
Ausências no tempo
De facto a vida reserva-nos alguns espaços de tempo menos conseguidos. De algum vazio, não compreendidos por nós, que nos desafiam os sentimentos e provocam até alguma angústia . Tenho um compromisso comigo próprio, o de jamais deixar de buscar entendimento desses conteudos, dar-lhe a forma , e colocá-los exactamente no seu lugar. Estou certo que tudo tem o seu espaço, por vezes com alguma irracionalidade, mas isto é a vida. Gostaria de vos convidar a todos, os meus amigos e os outros, para partilharem comigo esta minha tarefa, de recontruir o tempo apagando as ausencias . Conto com a vossa amizade
Um abraço
Jose Lobo Pires